Às oito da manhã, em meados de outubro, a luz ainda entra baixa pela janela e o vidro do carro guarda uma película de humidade. O ar cheira a terra molhada da chuva da noite. Ao meio-dia, o sol regressa e o casaco acaba pendurado nas costas da cadeira.
É esta oscilação que define a roupa de trabalho nesta altura do ano. Uma manhã fresca, uma reunião às dez, um almoço que se prolonga numa esplanada ainda morna. Pede-se um conjunto que aguente o dia inteiro sem ser repensado ao espelho às sete e meia.
O vestido camiseiro como ponto de partida
Um vestido resolve a manhã numa só decisão. O corte camiseiro dá-lhe a disciplina de uma camisa: a fila de botões, a linha direita, as mangas que se dobram quando a tarde aquece. O Vestido Camiseiro Fernanda junta a isso uma gola alta, que protege o pescoço do vento da manhã e dispensa o lenço.
Ver Vestido Camiseiro Fernanda
Com meias opacas e sapatos rasos de pele, serve de segunda a quinta. À sexta, troque os sapatos por umas sapatilhas brancas e deixe o último botão aberto. A mesma peça muda de semana.
Um blazer de lã para as horas frias
A lã é a fibra certa para outubro em Portugal. Respira quando o escritório aquece e guarda o calor quando se sai para a rua ao fim da tarde. O Blazer de Lã Fairweather tem lapela clássica e botões que fecham a silhueta sem a apertar.
Sobre o vestido camiseiro, use-o aberto, com as mangas puxadas o suficiente para mostrar o punho do vestido. Se houver um jantar depois do trabalho, feche um botão e o conjunto ganha outra seriedade. Nos dias em que o vestido fica no armário, o mesmo blazer acompanha umas calças de alfaiataria e uma camisola fina de malha.
A mala de mão que acompanha o dia
Uma mala de trabalho leva a agenda, as chaves, os auscultadores e o guarda-chuva dobrável que outubro exige. Tem também de parecer composta quando pousada na mesa de uma reunião. A Mala de Mão Savane, em pele de vaca, tem o desenho clássico de uma mala de mão, para levar na mão ou na dobra do braço entre o carro e o escritório.
A pele ganha marcas com o uso, e ao fim de alguns meses a mala passa a ser inconfundivelmente sua. Escolha um tom que converse com o blazer ou que contraste com calma com um vestido escuro. Evite repetir exatamente a cor dos sapatos: um pequeno desacerto entre os dois tira ao conjunto o ar de coisa estudada.
Uma terça-feira de outubro, do início ao fim
Às oito, vestido camiseiro, meias opacas, blazer fechado e a mala na mão. Às onze, o blazer fica na cadeira e o vestido segura a reunião sozinho. À hora de almoço, as mangas sobem até ao cotovelo e a esplanada ainda tem sol. Às seis, o blazer volta aos ombros. Se a chuva aparecer no caminho para casa, a mala vai debaixo do braço e o vestido seca depressa.
Ao fim do dia, a luz volta a entrar baixa, agora do outro lado da rua. O vidro do carro embacia outra vez, e a roupa escolhida de manhã continua certa.