Vestido de manga comprida, casaco de lã e mala de mão para um domingo de outubro

Vestido fluido estampado de manga comprida para um domingo de outubro, Veron&Co

Domingo de manhã, princípio de outubro. O sol entra baixo pela janela e ainda aquece o soalho, mas lá fora o ar já tem outra densidade. Há folhas de plátano coladas à calçada depois da chuva da noite. É o primeiro dia em que o casaco de lã sai do armário sem hesitação.

Outubro em Portugal pede camadas que se tiram e se voltam a vestir. Dezassete graus às dez, vinte e dois ao almoço, outra vez frio quando a luz cai sobre o rio. Um domingo assim começa com um café ao balcão, segue para um passeio sem pressa e acaba numa mesa comprida onde o almoço se estende até às quatro. A roupa tem de acompanhar o dia inteiro sem pedir atenção.

O vestido de manga comprida como ponto de partida

O Vestido Marinelle tem a leveza certa para esta altura. O tecido cai solto e mexe-se ao andar, o decote em V abre o rosto e a manga comprida resolve a manhã fresca sem mais nada por baixo. O estampado entende-se bem com tons de terra: castanho tabaco, camelo, um verde azeitona. Com umas botas de cano baixo em pele, ganha o peso que o outono pede. Ao almoço, com o casaco pousado nas costas da cadeira, continua a funcionar sozinho.

Vestido fluido estampado com decote em V e manga comprida Veron&Co

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O primeiro casaco de lã da estação

O Casaco de Lã Cintado Midi Ellingham chega a meio da perna e cobre o vestido quase por inteiro, deixando ver apenas a bainha a mexer por baixo. O cinto marca a cintura e mantém a silhueta direita, mesmo com o tecido fluido por dentro. De manhã, à saída de casa, vai apertado. Ao meio-dia desaperta-se o cinto e o casaco fica aberto, as pontas soltas ao lado do corpo. A lã tem aquele toque seco e quente que se reconhece nos primeiros dias frios. Numa cor neutra, acompanha o inverno inteiro.

Casaco de lã cintado midi para mulher Veron&Co

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A mala de mão que fica pousada na mesa

Num domingo assim leva-se pouco. Chaves, telemóvel, os óculos de sol para o fim da tarde, um batom. A Mala de Mão Cassandre, em pele de vaca, tem o tamanho certo para isso e nada mais. Leva-se pela pega curta, na dobra do braço, com o casaco aberto. À mesa, fica ao lado do prato. A pele de vaca ganha pátina com o uso, sobretudo nas arestas, e é aí que a mala começa a parecer verdadeiramente sua.

Mala de mão em pele de vaca Veron&Co

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Como juntar as três peças

O casaco dá o tom quente, o vestido traz o estampado, a pele da mala faz a ponte entre os dois. Com um casaco camelo, uma mala castanho escuro ou preta cria contraste. Com um casaco cinzento, uma mala em conhaque aquece o conjunto. As botas seguem a cor da mala, ou ficam um tom abaixo. Nas joias, pouco: uns brincos pequenos em dourado chegam.

Ao fim da tarde, a luz volta a baixar e o casaco volta a fechar-se. O cinto aperta outra vez, a mala vai na mão, as folhas continuam na calçada. Outubro ainda agora começou.

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